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sexta-feira, 31 de março de 2017

NEM A SANTA CASA SALVARÁ O MONTEPIO


Quem tem seguido a triste história da Caixa Económic Montepio Geral percebe que estamos lentamente a ser preparados para um final já visto com o BPN e com o BES. 
O Montepio está falido e, embora esperneie por todo o lado, o seu fim será a resolução ou uma doação disfarçada de venda, como está a acontecer com o BES.
Quem tem depositado algum dinheiro no Montepio já se terá apercebido do desespero do Banco ao oferecer taxas de juros irreais a quem deposite lá dinheiro. Tão irreais que faz lembrar (a pequena escala) os esquemas do Madoff.

No entanto, a verdade dos números é incontornável e dentro de pouco meses veremos a triste história da banca pública e privada portuguesa repetir-se. Também por isso não havia necessidade de envolver a Santa Casa da Misericórdia nisto. Não se percebe que a Santa Casa da Misericórdia entre no capital social de um banco em pré-falência. É dinheiro deitado ao lixo.

O ministro Vieira da Silva diz que vê com “simpatia e naturalidade” a entrada da Santa Casa no Montepio. Vieira da Silva devia pagar imposto pelas suas lamentáveis declarações. O Montepio já nem um banco a sério consegue ser, “aquilo” já nem um monte é, mas antes um buraco enorme e sem fundo. Todo o dinheiro que lá cai some-se.
É bem possível que, daqui a semanas, o líder do Montepio seja constituído arguido num processo escabroso de corrupção. A isto se seguirá revelações importantes sobre as mal-cheirosas entranhas dos negócios em que o Montepio esteve envolvidos nos últimos anos.
A Santa Casa não devia ter cedido a pressões políticas para tapar o sol com a peneira, porque aquela peneira não paga impostos e foi feita para acorrer a necessidade de gente pobre e não aos desvarios de um banco caído em desgraça.

GAVB

quinta-feira, 30 de março de 2017

NEM TUDO TEM DE SER FEITO A DOIS


Uma relação saudável e feliz não é aquela onde tudo ou quase tudo tem de ser feito a dois. Apesar de um casal partilhar os gostos, objetivos, filhos, uma conceção de vida, cada um deles não deve perder a sua individualidade.
É tanto importante a construção de um identidade-casal como a afirmação da personalidade. As duas coisas não são incompatíveis. 
Ninguém deve sentir-se constrangido por afirmar a sua diferença, por gostar de fazer determinadas coisas sozinho ou com o seu grupo de amigos(as), nem isso deve ser visto, automaticamente, como um sinal de alerta de que algo corre mal na relação.

Não acho que seja lá muito boa política estar sempre a fazer o «frete», tenha ele cara de lojas de roupa do shopping, jogo de futebol, museu ou jantar em casa do amigo x ou y. 
Obviamente que se duas pessoas resolvem partilhar uma vida é porque percebem que há muitas coisas que gostam de fazer em conjunto, mas é pouco provável que os gostos coincidem rigorosamente.
Não acho que seja uma questão de tolerância, mas de inteligência relacional. A relação que temos com o nosso companheiro ou companheiro é só um tipo de relação que ele(a) desenvolve. É certo que é uma relação especial, provavelmente a mais importante que cada um tem, mas não a única. Há os pais, os irmãos e outros familiares, os amigos, os colegas…E há também a necessidade que cada um tem de estar consigo, de vez em quando.
Numa relação como em muitos outros aspetos da vida, ganha-se mais quando se privilegia a qualidade em vez da quantidade.

GAVB

quarta-feira, 29 de março de 2017

TOMAR A INICIATIVA



        
Ficar à espera que o outro faça, que o outro convide, que o outro marque o restaurante ou o hotel, que o outro comece aquela conversa difícil, mas absolutamente necessária, que o outro…
Por muito que o outro tenha espírito de iniciativa, que goste de impor as suas ideias, que seja voluntarioso, há sempre um momento em que se cansa e começa a duvidar. Duvida da pertinência das suas ideias, duvida daquela anuência sem luta nem chama, duvida até da sua relevância.


Na minha opinião, as relações resultam melhor quando em interação permanente, ainda que isso cause desavenças ou desacordo. A interação ativa a vontade, demonstra interesse, aprofunda e fortalece os laços.


Aquele que permanentemente se deixa conduzir e aceita tudo sem um «ai», uma objeção corre o perigo de beber a poção do «tanto faz». E o «tanto faz» é um veneno letal e silencioso.
Muitas relações definham pela monotonia. Não se saber quem vai propor o quê, mas saber-se que alguém vai tomar a iniciativa, é altamente reconfortante entre casais, entre amigos, entre profissionais.

Cada vez mais me convenço que as relações amorosas, de amizade ou puramente sociais são também um ato de inteligência, coragem, sensibilidade e iniciativa. Não uma iniciativa que se esgota na conquista ou na persuasão iniciais, mas algo que se entranha no espírito e se torna um hábito.
Obviamente que, se queremos que o outro também tenha iniciativa, temos de estar recetivos às suas propostas. Por muito naïfs que elas sejam ou apenas pouco exequíveis, porque  o outro tem pouco hábito de tomar a iniciativa e é normal que lhe tenham escapado as últimas atualizações de software disponíveis no mercado. Há que ter paciência, compreensão e carinho por quem se está iniciar no fabuloso mundo de fazer propostas & tomar  iniciativas.

GAVB

terça-feira, 28 de março de 2017

CARROS COM NOME E COM HISTÓRIA


Quase toda a gente sabe que o nome Ferrari provém do apelido do fundador da marca automóvel mais apaixonante de sempre – Enzo Ferrari. Muitos saberão que Armand Peugeot criou, em 1882, um marca de carros de sucesso e outros tantos sabem que o nome Citroën provém do fundador André Citroën.
Mas quantos saberão qual a origem do nome Mercedes? Ou Cadillac? E Volvo, sabem qual a origem?

Começo pela marca sueca que os chineses compraram e que fazia a delícia dos arquitetos portugueses. O nome «Volvo» significa, em latim, Eu guio.
E já que tenho o volante nas mãos, guio-vos até à origem de nome «Chevrolet»… o apelido do fundador. Muito original, de facto! Por falar em apelidos, o fundador da Audi tinha como apelido Horch. Como queria internacionalizar a marca resolveu socorrer-se do latim e mandou traduzir o seu apelido. Deu «Audi», que significa algo como Ouvi.

E nós ouvimos, vemos, conduzimos e não podemos ignorar que se trata de um carro de eleição. Tal como o «Saab» é (ou era). Provavelmente não sabem, mas «Saab» é o acrónimo de Svenska Aeroplan Aktiebolaget. Ficaram-se por «Saab»… e foi uma decisão... sábia.

Ainda no reino dos acrónimos temos mais quatro marcas: a BMW, a SEAT, a FIAT, a MG. Se no caso dos alemães se entende, pois eles têm uma língua intragável, nos outros descobriremos a origem geográfica das marcas. FIAT significa Fabbrica Italiana Automobili Torino enquanto SEAT quer dizer Sociedade Española de Turismo. BMW é o acrónimo de Bayeriche Motoren Werke, que é como quem diz em alemão “Fábrica de Motores da Baviera”. Estes alemães sempre foram melhores a produzir carros do que a inventar nomes. Sui generis é a explica do MG: Morris Garage. Um acrónimo mínimo, mas cheio de estilo.

Não sei se a DAEWOO tem muito ou pouco estilo, mas tem um nome com grandes pretensões. Qualquer coreano sabe que “Daewoo” significa Grande Universo. Por falar em universal, a melhor maneira de terminar é explicar que Mercedes é o nome de uma menina que nada tem a ver com carros, nem com fabricantes de carros. Era a filha de Emil Jellinek, um austríaco apaixonado por carros e corridas. Foi dele as primeiras encomendas à DMG. Depois de obrigar os fabricantes a produzir carros mais potentes para ele competir nas suas loucas corridas automóveis, sob o nome de “Mercedes” (nome da sua filha de dez anos), chegou a um acordo de comercialização com a DMG e nos primeiros anos do século XX nasceu a Mercedes-Benz.

GAVB 

segunda-feira, 27 de março de 2017

A FLEXIBILIZAÇÃO DITARÁ UMA ESCOLA PÚBLICA A VÁRIAS VELOCIDADES


Ainda que a medo, o ME lá disse como pretende fazer a famigerada flexibilização curricular, onde dará às Escolas a possibilidade de escolher 25% do Curriculum. 
Tal como suspeitava, acho mesmo que serão os Diretores, mais coisa menos coisa, a decidir o que houver de relevante a decidir.
Para já a reforma arrancará em projeto-piloto, em algumas escolas (preferencialmente TEIP), e a convite do Ministério da Educação. 
Começa bem, antes de escolher o que quer que seja, as Escolas começam por ser escolhidas!

O ME é que decide em que Escolas a flexibilização será implementada. Escolhe as TEIP porque são “território seguro” e já habituado a experiências educativas. 

Acho que os professores serão chamados a trabalhar em projetos em comum, no fundo a criar/recriar novas disciplinas, mas não terão nenhum voto na matéria quanto ao seu peso no curriculum das turmas nem quanto à fundição de disciplinas, nem quanto à maneira como os professores se agruparão para concretizar os projetos. 
Um pequeno grupo (quando não o Diretor) tomará essas importantes decisões em Julho, depois do acordo do ME, e os professores que vierem a ser colocados em finais de Agosto executarão, completamente às cegas, o que outros decidiram. Prevejo que muitas disciplinas ditas teóricas, como História e Geografia, sofram bastante na diminuição dos seus créditos horários.

A flexibilização é para tornar mais fácil e cómoda a passagem dos alunos, privilegiando as disciplinas/projetos mais práticos. Não tenhamos dúvidas! 
Ora isto pode ser testado e até executado na grande maioria das escolas públicas portuguesas, mas manda o bom senso que se comece pelas TEIP, onde os professores estão habituados a obedecer aos projetos-pilotos e esfalfar-se por eles até que estes se esgotem ou esgotem os docentes.
Quanto às outras escolas, ou têm resultados nos exames que as sustentem no curriculum nacional (aquele que ninguém mexerá porque dá acesso aos principais cursos universitários) ou passam também a modo flexibilização curricular.
A flexibilização terá, enfim, o que já se tentou fazer encapotadamente através da dicotomia escola pública/escola privada – uma Escola Pública a duas velocidades, onde uns estudam para entrar na universidade e ter acesso aos mais importantes cursos superiores e outros procurarão terminar o ensino obrigatório com sucesso.
Talvez seja isto o que muitos chamam “cair na real”, ser pragmático face ao tipo e nível de aluno que temos, mas o que morre, e de vez, é aquela ideia utópica que a Esquerda tanto gosta de apregoar de uma Escola Pública de qualidade para todos.

Não é necessariamente mau, mas não é aquele conto de fadas que nos querem vender.
GAVB

domingo, 26 de março de 2017

O WhatsApp ENCRIPTOU-NOS A SEGURANÇA


O governo inglês foi da esperança à incredulidade quando, depois de saber que o terrorista dos atentados desta semana em Londres enviou uma mensagem através da WhatsApp a alguém, percebeu que a WhatsApp não lhe ia disponibilizar o conteúdo dessa mensagem porque... não tinha meios para o fazer.
Tomando como verdadeira a informação do WhatsApp – a troca de mensagens está de tal modo encriptado que nem a WhatsApp consegue aceder ao seu conteúdo – então, estamos perante um problema enorme.
O direito à privacidade na transmissão de mensagens é um direito importantíssimo, mas tem de conter exceções (como acontece com praticamente todos os direitos) … executáveis. Não é admissível que a WhatsApp nos diga que não tem meios de desencriptar aquela mensagem. Nem ela nem o Facebook, nem o Twitter ou outra qualquer empresa que assegure o fluxo de mensagens entre pessoas através da internet.

Uma empresa deve assegurar e defender os princípios de privacidade com que se compromete, mas é inconcebível que não tenha meios de os monitorizar, de os descodificar, quando a segurança de outras pessoas está em causa. 
Uma empresa que assim atua é um perigo público e deve ser obrigada a alterar imediatamente procedimentos para continuar a existir.
A mensagem que a WhatsApp passou à comunidade terrorista foi de que através do seu canal de comunicação nunca os seus membros seriam denunciados. Até em termos de comunicação e responsabilidade, a intervenção da responsável pelo WhatsApp foi desastrosa.
Aceder a conversas privadas deve ser apenas possível em casos muito particulares e específicos, tipificados na lei, mas não pode ser impedido.
Não podemos criar novas formas de comunicar e negligenciar a segurança de quem as usa.

GAVB

sábado, 25 de março de 2017

É BOM ESTAR EM FAMÍLIA, MAS À MINHA MANEIRA


Quer quem a tem, quer quem a já não tem, acha os momentos em família dos mais belos e gratificantes da vida. 
A importância da família na vida de cada um é incomensurável. Apesar desta unanimidade, são muitos os casos em que a relação familiar é insatisfatória. Por que é que tal acontece? Há várias razões, algumas mais recorrentes que outras: desgaste emocional; sobreposição da vida profissional sobre a vida afetiva e familiar, diferentes conceções de educação dos filhos, surgimento de outros interesses pessoais, sociais e afetivos; sistemática imposição do interesse individual.

A família é uma ideia coletiva que amamos e acarinhamos, mas pela qual não estamos dispostos a fazer grandes sacrifícios, que na verdade nem deveriam ser sacrifícios. E não é a ideia de sacrifício que nos assusta (fazemo-los tantas vezes por coisas insignificantes), mas temos a certeza que a família pode aguentar mais aquele soco no estômago. Ela não se vai embora, ainda que ande zangada.

O problema não é bem o telemóvel como no passado não era a televisão ou o negócio inadiável – versão intemporal do culpado. A questão é que vemos a família só na perspectiva do receber e raramente do dar. Por isso, quando não temos a expectativa de receber algo de interessante, levamos um gadget qualquer que nos distraia. 
Obviamente a culpa é sempre do outro: não nos cativa, não nos surpreende, não sai do seu mundinho egoísta e repetitivo, não repara nas nossas necessidades. 
Até são razões válidas, todavia contam apenas metade da história. O lado B é parecido, mas tem-nos como réus.

A família é uma construção permanente e única. É muito mau sinal que tenha apenas a marca distintiva de um dos lados, porque isso sugere desde logo alguma abdicação ou anulação. O ideal é que constitua uma espécie de heterónimo coletivo, onde todos se sintem confortáveis, amados, realizados e com vontade de estar e participar. 
Não me parece que isto seja uma utopia, um conjunto de belas palavras, pois há famílias que o conseguem pôr em prática.

No entanto, antes de tudo é preciso querer estar com aqueles com quem partilhamos a mesa do jantar, além do convencional. E querer é mais determinante que qualquer convenção ou conveniência.
GAVB

sexta-feira, 24 de março de 2017

VIVER SOZINHO


Em Portugal, o número de pessoas que vivem sozinhas já ultrapassa as 425 mil, quando há dez anos pouco passava as 280 mil. Apesar de já 21% da população portuguesa viver só, o nosso país ainda está longe da média da UE, onde praticamente uma em cada três pessoas vive sozinha.

Viver sozinho(a) passou de uma inevitabilidade da velhice a uma opção de vida de gente de todas as idades, sobretudo mulheres. 
Chega, finalmente, a Portugal um fenómeno, a que a Europa rica e cosmopolita já se tinha habituado no final do século passado. 
Nos países do norte da Europa (Dinamarca, Finlândia e Suécia) a média situa-se nos 50%, na Alemanha já está no 40% e a França e Itália ultrapassam os 33%, cada uma.

É certo que a Europa está velha e a morte de um dos cônjuges dita, regra geral, a solidão para o outro (quase sempre a outra), mas é ineludível não atendermos ao fenómeno social mais visível dos nossos tempos: viver sozinho, como opção de vida.
Muitos adultos preferem a liberdade e a independência de uma vida solitária às exigências de uma vida a dois.  Por muito importante e atrativa que a vida a dois possa ser, ela começa a ser encarada apenas como “mais uma” dimensão a ter em conta na vida de cada pessoa.
Estar com os amigos quando e como lhe apetecer, fazer escolhas profissionais sem constrangimentos familiares, viver segundo o estilo de vida que mais lhe convém, entre outros motivos, são razões poderosas que levam muitos adultos com 30, 40 ou 50 anos a optarem por viver sozinhos.   
Muitas vezes, tenho a sensação que não se trata somente de uma visão egoísta, oportunista e materialista da vida, mas também a busca de um certa tranquilidade afetiva ou de uma medida preventiva contra o desencanto vivido em experiências passadas ou anunciado nas histórias fracassadas dos amigos.

GAVB   

quinta-feira, 23 de março de 2017

AS PROIBIÇÕES DE PEP GUARDIOLA


Enquanto foi treinador do Barcelona, Pep Guardiola colecionava títulos espanhóis, europeus e mundiais e a crítica rendia-se ao genial treinador que orientava a mais avassaladora máquina futebolística dos últimos vinte anos.
Há quatro anos, Guardiola impôs-se um ano sabático e decidiu sair da zona de conforto e testar as suas extraordinárias aptidões de treinador de futebol no clube mais bem organizado do mundo: o Bayern de Munique. Cumpriu o contrato na Baviera, ganhando apenas a competição interna, pois foi incapaz de fazer tanto como o seu antecessor alemão e esteve bem longe de levar para o sul da Alemanha aquele futebol champagne que nos fazia ver, embevecidos, o mágico Barcelona de Xavi, Messi, Iniesta e Guardiola.

Educadamente, as partes separaram-se e Pep lá aceitou o convite do milionário Manchester City, mas a experiência em Inglaterra ainda tem sido mais dececionante que na Alemanha, porque no melhor campeonato do mundo há concorrência a sério, ao contrário do que acontecia na Alemanha, e o City esbanja dinheiro, pontos e está longe de convencer.
Pep já não é encarado como rei Midas e as suas decisões, enquanto treinador, são muito criticadas. 

Depois de ter cortado o wi-fi aos jogadores sempre que estes estão no centro de treinos ou em estágio, depois de ter proibido os seus jogadores (que ganham, em média; um milhão de euros mês) de usar chuteiras coloridas, Guardiola ousou dar recomendações sobre a atividade sexual dos seus pupilos, em dias de folga. Embora os resultados desportivos do Manchester City continuem a ser medíocres face ao investimento feito, Pep prossegue a sua sanha de grande educador e resolveu proibir os jogadores de comer chocolates e todo o tipo de snacks sempre que estejam no centro de treinos do clube.
Pep Gaurdiola sabe imenso de futebol, mas percebe muito pouco de relações humanas. Os jogadores do City são homens feitos e não crianças ou adolescentes a quem seja preciso de impor regras básicas de comportamento. Quer as medidas quer a sua publicitação só podem enfurecer os milionários jogadores do Manchester City, que assim se sentem desrespeitados, quase que humilhados. Nenhum espírito de grupo se constrói assim.  

Talvez Pep Guardiola ainda não tenha percebido, mas já não está a treinar Messi, Xavi ou Iniesta, que apesar de também ganharem rios de dinheiro, tinham um temor reverencial ao catalão, pois ele tinha sido seu treinador desde a adolescência. Para eles, Pep era muito mais que um treinador de futebol, era como um pai, um guia espiritual. Admiravam-no desde de tenra idade e por isso obedeciam-lhe sem o questionar. No City ou noutro qualquer clube de top mundial não acontece isso. Nunca acontecerá. Só Guardiola é que ainda não notou isso, mas talvez ande a precisar de outro ano sabático… em Barcelona.

GAVB

quarta-feira, 22 de março de 2017

TAREFEIROS NOS HOSPITAIS – O BARATO SAI CARO



Se há setor onde ainda não se discute ao cêntimo o dinheiro gasto é a Saúde, porque “com a saúde não se brinca” nem se discute preço. Apesar desta ser uma verdade cada vez mais relativa, ainda é a Saúde o setor que mais recursos financeiros consome em Portugal.

Algumas notícias, do dia de hoje, dão conta de uma realidade que nos sai cara e que torna os hospitais portugueses locais menos confiáveis do que já foram – o trabalho tarefeiro. 
Este tipo de expediente institucionalizou-se, sobretudo com a chegada da troika a Portugal, altura em que a emergência financeira impediu que muitos lugares do quadro médico e de enfermagem fossem corretamente preenchido.

Quem frequenta os hospitais já se deu conta de que muitos médicos, que os atendem, não têm qualquer vínculo ao hospital onde trabalham e que isso afetam sobremaneira a qualidade do ato médico. Este tipo de trabalhador é pago à hora e, nos últimos quatro anos, Portugal gastou quase 100 milhões de euros com o pagamento de horas aos tarefeiros da Saúde, ou seja, dois milhões de euros por mês.
Além das graves entorses que causam ao regular funcionamento dos hospitais públicos e privados, a medida, supostamente economicista, custa muito caros aos contribuintes, apesar dos médicos receberem muito pouco, pois grande parte do valor pago pelo Estado fica no intermediário, ou seja, nas empresas de médicos e enfermeiros que faturam sem nenhum esforço.

Governar não é fazer apenas o que nos mandam nem aquilo que resolve momentaneamente um problema mas cria outro de maior dimensão. 
A troika já se foi embora há algum tempo e por isso já era tempo do Ministério da Saúde pôr em prática um plano sustentado e coerente de substituição do trabalho tarefeiro pela abertura de vagas no quadro dos hospitais.
A Saúde dos portugueses e das finanças públicas ia melhorar a olhos vistos se deixássemos de pagar milhões por médicos que apenas ganham tostões e andam exaustos de tanto saltarem de hospital em hospital.

GAVB

terça-feira, 21 de março de 2017

RIR FAZ BEM AO CORPO E À ALMA


“Rir é próprio do Homem!” – terá escrito Aristóteles no segundo Livro da sua Arte Poética, entretanto perdido. Claro que agora ninguém discute o carácter demoníaco do riso, como acontecia na Idade Média e o filme Em Nome da Rosa de Umberto Eco imortalizou na nossa memória. Todavia, o riso ainda não tem o estatuto e o reconhecimento que merece. A comédia é aquela arte menor que apenas serve para entreter o espírito cansado, mas o seu valor está muito para além disso.

Fazer rir os outros é uma arte cada vez mais difícil, até porque os nossos níveis de exigência aumentaram bastante. Queremos um humor fácil de entender, mas inteligente. Algo que não seja boçal, mas fuja da excessiva subtileza. Queremos o riso e queremos a crítica, queremos distender a mente, mas não dar o tempo como perdido.
O riso, como qualquer arte, precisa de criadores de qualidade e, sobretudo, de intérpretes de exceção. Além disso, depende do público como nenhuma outra arte. Há uma energia que vai e vem do plateia para o palco, que torna o riso maravilhoso ou banal.

Tal como a música, o riso precisa de silêncio. Não podemos estar constantemente a ser bombardeados com humor. 
Como a luz precisa da escuridão e o silêncio adora o som, o riso precisa que se esqueçam dele para criar a surpresa.
No entanto é difícil surpreender quem se fecha à novidade. 
É preciso deixar entrar o humor nas nossas vidas. Descontrair a mente e o corpo. Ser capaz de se rir com os outros e de si é um passo firme para tornarmos as nossas vidas mais habitáveis.
Com o passar dos anos, dou comigo a admirar mais todas aquelas pessoas que incorporam o humor, a boa disposição, a gargalhada, o riso no seu dia-a-dia. Não só as suas vidas ficam mais agradáveis como fazem a dos outros mais colorida.

O riso é uma espécie de arco-íris da vida.
GAVB

segunda-feira, 20 de março de 2017

UM PERFIL DE ALUNO QUE AINDA É UM ESBOÇO


Quando o Ministério da Educação apresentou o seu Perfil de Aluno para o Século XXI, provavelmente não esperava que o Conselho Nacional de Educação torcesse o nariz a um documento tão abrangente e tão gerador de consenso entre os professores, mas a verdade é que o Conselho Nacional de Educação quer alterações ao documento e, como forma de pressão, adiou o votação do seu parecer sobre o documento. É isso que se pode depreender da necessidade de “continuar a aprofundar a discussão”, que é como quem diz, façam lá as alterações que vos propomos!


O CNE acha que o Perfil do Aluno ignora a importância essencial da Matemática. Uma crítica substantiva, ainda que dita com todo o comedimento. Possivelmente, o CNE acha o documento do ME algo demasiado soft e ainda a precisar de várias afinações.
Estas reservas do CNE são um duro revés político para a equipa de Tiago Brandão Rodrigues e deve ter morto as derradeiras esperanças desta equipa governativa em levar a cabo uma transformação de monta no ensino, em Portugal.

O CNE dá a entender que o currículo dos alunos tem mesmo um núcleo duro inamovível (de que a Matemática faz parte) e que isso tem que ficar claro no Perfil do Aluno para o século XX. Começam a entender-se melhor, agora, as últimas notícias, vindas dos bastidores do ME.

Tiago Brandão Rodrigues vai reformular o «seu» Perfil de Aluno Para o Século XX, porque, afinal, aquilo tinha sido apenas um esboço.
Cada vez mais tenho a convicção que as transformações na Educação ou se fazem sorrateiramente, quase clandestinamente, ou então não se fazem, porque todos os saberes, todas as competências, todas as disciplinas têm igual valor e importância, mas há sempre uns que são mais iguais do que outros.

Gabriel Vilas Boas

domingo, 19 de março de 2017

ANTERO DE ALDA, UM ARTISTA FABULOSO


Antero de Alda, pseudónimo artístico de Antero Pereira, é um artista e tanto! Escritor, fotógrafo, poeta visual, criador imenso – um espírito inquieto que convém descobrir, conhecer, aprofundar, consultar.

Grande parte do seu trabalho está disponível na internet, num sítio totalmente construído pelo artista (www.anterodealda.com) onde nos podemos deleitar com os grandes temas da sua criação.

Para quem goste de livros, há Oceonografias, já falado neste blogue (http://setepecadosimortais.blogspot.pt/2016/07/oceanografias-de-antero-de-alda.html), mas também Retratos & Transfigurações (sobre fotografia) e Mil Vidas Tem São Gonçalo, sobre o icónico beato amarantino, terra adotiva de Antero de Alda.

Quem quiser descobrir o que é e como se faz poesia visual desde 1980 tem de conhecer os poemas visuais do Antero. Desde os mais simples aos mais complexos, é possível brincar, descontrair, deleitarmo-nos e sobretudo inquietar-nos com uma mente tão brilhante, tão original, tão criativa.

Apesar de reconhecidamente ser um excelente fotógrafo, aquilo que mais aprecio na obra de Antero de Alda é a sua faceta de poeta visual. Quem entrar no seu mundo tem de se perder naqueles Scriptpoemas tão cheios de originalidade, crítica social e histórica, reflexão pura sobre a vida e o Homem. O up grade que introduziu em 2011 – Poemas Intermináveis – onde explora a temática política e o modo como os multimédia invadiram a sociedade contemporânea, é também de grande valor.

Volto aos Scriptpoemas, todos nos interpelam violentamente (então aquele “poema impossível”), todos eles nos abrem a boca de espanto, todos nos mostram uma outra abordagem artística da poesia.

Vale bem a pena visitar Antero de Alda. É um pouco como visitar um amigo e trazermos de lá um presente valioso. Ficamos mais ricos e ele ainda nos agradece.

GAVB

sábado, 18 de março de 2017

O DIREITO A DESLIGAR


Timidamente começa a ganhar forma na sociedade atual o protesto contra o excesso de conectividade a que estamos sujeitos. Parece-me um protesto justo, mas com poucas hipóteses de êxito.
Fomos nós que instalamos o wi-fi nas nossas vidas e ele só está ligado 24 horas por dia porque esse é o nosso desejo. 
“Não perder oportunidades”, “estar em cima do acontecimento”, “saber as últimas de tudo e de todos” – foram vontades nossas e não dos nossos patrões; eles apenas aproveitaram a porta aberta que lhes deixamos ao dispor para otimizarem o seu tempo à custa do nosso.

Irrita-nos o abuso, mas fomos somos que o atraímos, que o facilitámos. É possível que conquistemos esse «tal» “direito a desligar”, até porque ainda não está instituída a obrigatoriedade de estar ligado. Durante mais algum tempo será opcional até que nos tornemos completamente dependentes e viciados. Depois nem será preciso impor nada, pois já estaremos tão habituados à invasão da nossa vida que nem estranharemos.
Apesar de pensar que a conetividade é já uma inevitabilidade, fazia-nos muito bem uma travagem a fundo, neste delírio tecnológico, porque a nossa mente não aguentará indefinidamente.

Há ainda uma margem de decisão que está nas nossas mãos e, por isso, este direito a desligar, que alguns invocam e reivindicam aos seus patrões, deve ser lido como um alerta que todos devem ter em conta.
Urge que cada um ganhe consciência do seu dever de desligar, porque daqui a cinco anos pode já ser tarde.
Em qualquer época a vida sempre precisou de equilíbrio e esse equilíbrio está em perigo quando deixamos de comandar a máquina para ser ela a nos comandar.

GAVB

sexta-feira, 17 de março de 2017

CÁRITAS: RECEBE MILHÕES, AJUDA COM TOSTÕES


Não há semana que os portugueses não sejam confrontados com uma notícia chocante relativa ao mau uso do dinheiro público ou confiado a privados. Os bancos, as seguradoras, os partidos, ex-ministros, ex-primeiros-ministros – parece que somos um país patologicamente corrupto.
Esta semana, o jornal «Público» revelou que a Cáritas da Diocese de Lisboa, instituição de solidariedade social que recebe milhões de euros de donativos para ajudar os pobres, tinha uma conta bancária com mais de dois milhões de euros, há vários anos, além de uma carteira de ações e imóveis avaliados em quase milhão e meio de euros.
Ao analisar as contas de um ano recente (2013) verificou-se que a Cáritas de Lisboa deu um lucro quase tão grande como a quantia aplicada na ajuda aos pobres. Essa quantia, que não chegou aos 150 mil euros, representa muito pouco naquilo que a Cáritas guarda em caixa.
         Isto mostra como a Cáritas segue o péssimo e obsceno exemplo do Vaticano, que apenas gasta com os pobres umas migalhas daquilo que tem. Quem faz doações à Cáritas fá-lo com a convicção que esse dinheiro, esses imóveis são aplicados na ajuda aos pobres, o que de facto não acontece.
        
A Cáritas atua como uma qualquer empresa corretora, fazendo aplicações de dinheiro em busca do lucro, mas com dinheiro doado pelos pobres, o que é um crime moral gravíssimo.
         Esta atitude da Cáritas é vergonhosa e merece a nossa total reprovação. Não faltam pobres para ajudar e mesmo que os pedidos de ajuda não esgotassem os recursos, era obrigação da Cáritas disponibilizá-los a outras instituições de solidariedade social.
         A Cáritas desacreditou-se e lançou lama sobre quem apela à caridade social. A partir de agora, muitos portugueses interrogar-se-ão sobre o destino do dinheiro que deixam aos voluntários da Cáritas e muitos deixarão de lhe fazer doações.
         A sociedade portuguesa necessita de instituições em que possa confiar como de pão para a boca. Desconfiar de tudo e de todos (e com boas razões para isso) atira-nos para uma espécie infelicidade sem esperança coletiva.

GAVB

quinta-feira, 16 de março de 2017

QUEM DEVE VOTAR NAS ELEIÇÕES DE UM PAÍS?


Erdogan, o polémico presidente turco, queria ir à Alemanha e à Holanda fazer campanha pelo reforço dos seus poderes na Turquia. 
«Era o que mais faltava!», terá pensado a esmagadora maioria da opinião pública europeia perante esta estapafúrdia ideia de Erdogan.
No entanto, ela só é estapafúrdia porque o presidente turco se tornou num declarado inimigo público da União Europeia quando desencadeou aquele golpe de estado sobre a oposição turca, pois poucos meses antes a Europa de Merkel e Hollande negociavam alegremente com Erdogan sobre o contingente sírio que era preciso travar às portas da Europa.

Erdogan sempre foi aquilo que agora mostra ser: um ditador arrogante, um déspota, um inimigo da liberdade e da democracia, que se ama antes de amar o próprio povo. 
Quem olhasse objetivamente para as suas atitudes intuía isso claramente, mas a Europa dos burocratas precisou que a serpente lhe mordesse o corpo para tomar o antídoto necessário.
Apesar disto, a questão levantada por Erdogan – poder falar aos eleitores turcos que decidirão sobre o aumento dos poderes presidenciais na Turquia – tem de ser discutida.
Faz sentido um turco que vive na Alemanha há vários anos decidir sobre a vida dos turcos que vivem na Turquia? Em que eleições e referendos deviam votar?

É verdade que eles são turcos, mas também é verdade é que muitos deles vivem fora da Turquia há dezenas de anos e grande parte da sua vida foi passada noutros países, no meio de outras culturas. Não deviam eles votar nos referendos holandeses e alemães, já que a sua vida está lá instalada? Não será injusto e pernicioso serem os turcos que vivem confortavelmente na liberdade alemã ou holandesa a decretar mais poderes para Erdogan?

  Claro que esta ideia do voto em referendos (sobretudo) e em eleições ser dado aos residentes tem imensos perigos, mas não me parece mais estapafúrdia do que o pedido de Erdogan em querer fazer campanha na Alemanha ou deixar que sejam os turcos alemães a decidir sobre o esmagamento da liberdade na Turquia.  
GAVB

quarta-feira, 15 de março de 2017

TAP ELEVA O MELHOR DE PORTUGAL AO SÉTIMO CÉU


A comemorar 72 anos de vida, a TAP aposta forte em mostrar o que Portugal tem de melhor. A nova frota da companhia aérea portuguesa terá o nome dos distritos portugueses nos seus novos aviões e servirá cada vez mais produtos made in Portugal. Vinhos, doces, licores, fruta, café.
Se há coisa em que os portugueses têm orgulho é na qualidade da sua gastronomia, por isso, esta ideia da TAP é muito acertada e deve ser desenvolvida, privilegiando sempre a qualidade daquilo que se serve.
Quem chega ou quem parte tem de ter Portugal na cabeça, no coração e no paladar, que é um ótimo chamariz para quem nos visita. Pensar num americano a beber um cálice de Porto ou a comer um pastel de Natal ou a mordiscar as deliciosas cerejas do Fundão é o mesmo que pensar num caloroso abraço português.

É certo que Portugal não tem os museus nem a monumentalidade de muitos países europeus, mas a gastronomia é um trunfo importante que deve ser jogado do primeiro ao último minuto. E como a gastronomia portuguesa tem «puxado» pelo turismo! No entanto, devemos ter a noção que o turista não vem por causa da comida e por isso é bom que as «outras componentes» do Turismo façam um up grade à sua performance.
A TAP abre o apetite ou deixa no paladar a última lembrança, mas seria excelente que os nossos museus apresentassem uma maior qualidade de obras de arte, procurando trazer para Portugal coleções de importantes pintores internacionais; que os principais monumentos tivessem sempre guias atualizados, comunicativos e interessantes e Portugal não ganhasse fama de um país que se aproveita do turista.
Voar tão alto como o sonho e não se ficar apenas no aperitivo!

GAVB

terça-feira, 14 de março de 2017

UM FILHO POR ENCOMENDA


Notícias desta semana (não confirmadas, mas também não desmentidas) dão conta que Ronaldo contratou os serviços de uma barriga de aluguer americana para assumir a paternidade de dois gémeos. Talvez por ser o Ronaldo, poucos comentários negativos houve, mas a mim a ideia está para lá do bizarro. Até porque Ronaldo não é apenas mais um bom jugador de futebol, como ele bem sabe e todos os dias lhe lembra o homem do marketing e da imagem.

Se bem me lembro, em 2010, quando nasceu o seu primeiro filho, Ronaldo namorava com Irina, mas a criança proveio de uma relação ocasional com uma americana. Ronaldo pagou o silêncio da mãe e ficou com a criança, numa espécie de acordo económico muito censurável do ponto de vista ético e moral. Pareceu não ter sido um caso pensado, mas uma reação a algo que o futebolista não estava a contar.

Seis anos volvidos, a imprensa anuncia que Cristiano Ronaldo será pai novamente. Novamente Ronaldo tem namorada e novamente não parece ser ela a mãe. O que há de novo? Agora parece que não foi um acidente, mas um caso planeado.

Um filho não é um fato, a playstation ou um carro desportivo – agora apetece-me um, posso pagar, vou ali e já está. Um filho tem direito a ter pai e mãe, acima de todo o luxo e bem-estar. Se ninguém ainda disse isto a Ronaldo, já o devia ter feito.
Ronaldo acha que o seu filho precisa de irmãos? Então, faça as coisas com a dignidade que um filho merece: encontre alguém que ame o suficiente para a fazer mãe dos seus filhos.


É verdade que isto é um assunto privado e a vida pessoal do Ronaldo ao Ronaldo diz respeito, mas Cristiano Ronaldo escolheu ser uma figura pública e uma figura pública não pode apenas colher os benefícios da sua popularidade, mas também tem de ser confrontado com a irreflexão de alguns atos. E este, a confirmar-se, não fica nada bem no seu currículo.
P.S. Obviamente a notícia ainda não está confirmada, mas já passou demasiado tempo para Ronaldo a desmentir e ele não o fez. E este é um assunto sobre o qual ele devia tomar uma posição firme desde o início, sob pena de pensarmos que apesar de não o ter feito ou não o ir fazer, não se importava nada de o concretizar.
GAVB